quinta-feira, 5 de junho de 2008

Bebel, o canguru e eu


Quando Bebel nasceu, comprei um canguru, variação industrial do sling. Desde um mês de vida, Bebel sai comigo nele. É prático, seguro, confortável e uma delícia. O que eu não esperava é a reação das pessoas. A maioria olha como se fossemos animais exóticos, ou pior, como se eu fosse uma mãe desnaturada. Alguns param e perguntam que raios é isso. Ao verem a cara boa da Bebel, pelo menos se convencem que eu não sou uma mãe que se apraz com o sofrimento do seu neném. Uma vez, um senhor, muito bem intencionado, veio correndo, tocou meu ombro e quando viu que Bebel estava segura e deu um suspiro de alívio. Sem ter visto o canguru, achava que eu estava carregando Bebel pelo pescoço. Pior são aquelas dona maria que vem falar comigo em baby-talk como se fossem bebezinhos: “Mamãe, me tira daqui porque não estou gostando”. Com essas, realmente, não tenho paciência. Felizmente, outro dia saiu uma reportagem no jornal sobre o sling com louvores à sabedoria antiga de carregar os bebês desse jeito. Depois disso, algumas pessoas associam uma coisa com a outra. Espero que a moda pegue. Eu recomendo.

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