
No primeiro dia de aula, gosto de provocar meu alunos com o debate sobre as diferenças entre o conhecimento do senso comum e o conhecimento científico. O primeiro, é transmitido de geração em geração através de tentativa e erro, de crenças. O segundo, mais recente, é obtido através de métodos e técnicas considerados produtores de conhecimentos mais confiáveis.
Fato é que volta e meia, chegam velhinhas (no sentido literal e figurado) com suas receitas sobre como conduzir a minha maternidade: moeda no “imbigo”, fita na testa para soluço, chá para recém-nascido, paletó para 37° de temperatura, nunca deixar pernas de bebes abertas. A gente tem que respeitar os mais velhos, mas qta baboseira eu já escutei. A impressão é que tem gente que mora mentalmente na idade média. Aconselhar tudo bem, mas impingir essas mandingas, aí não.
Fato é que volta e meia, chegam velhinhas (no sentido literal e figurado) com suas receitas sobre como conduzir a minha maternidade: moeda no “imbigo”, fita na testa para soluço, chá para recém-nascido, paletó para 37° de temperatura, nunca deixar pernas de bebes abertas. A gente tem que respeitar os mais velhos, mas qta baboseira eu já escutei. A impressão é que tem gente que mora mentalmente na idade média. Aconselhar tudo bem, mas impingir essas mandingas, aí não.
A experiência das velhinhas com certeza tem utilidade, mas eu ainda estou meio traumatizada da última festa de família, na qual tive que proteger a minha filha da efusão de sentimentos e da vontade das velhinhas de salva-la da cientificidade materna.
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